Ao buscar um produto mais eficiente, o consumidor brasileiro já está acostumado a ir direto à etiqueta de classificação que revela aqueles que são “A”, por exemplo, ou seja, que economiza mais energia. Porém, a Proteste Associação de Consumidores denunciou o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), nesta terça-feira (5), afirmando que o gasto de energia de diferentes marcas de máquina de lavar roupa, geladeira e ar condicionado têm variações muito grandes e, portanto, podem não revelar aqueles de melhor desempenho, enganando o consumidor.
A associação constatou que, por exemplo, um condicionador de ar de janela da marca Springer e outro da Electrolux, ambos de classificação “A”, têm eficiência energética diferentes de kWh/mês: o da Springer economiza 22,4% em relação aos produtos de classificação D, e o Electrolux, apenas 9,3%.
A associação mostra que o consumidor pode, mesmo escolhendo produtos da classificação mais alta, acabar adquirindo a opção que refletirá em custos maiores e significativos na conta de luz. "Desta forma, fica evidente que os níveis da etiqueta deveriam ser mais restritivos, desvalorizando a tecnologia notoriamente menos eficiente e promovendo uma melhor dispersão entre as faixas da tecnologia inverter", diz a Proteste.
O programa de etiquetagem é coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) que explicou que não existe um limite de eficiência para produtos “A”, como um “AA” ou “super A”. Assim, a classificação se baseia no mínimo que deve ter para ser daquela família de produtos, podendo haver tal diferença. Mas que os produtos da categoria são recomendáveis e que ajudam o consumidor a economizar energia.
IG