Publicada em 05/04/2016 às 16h13.
Relator do impeachment confirma entrega de parecer na quarta
Jovair Arantes disse que não decidiu se será favorável ou contra processo. Ele prevê sessão da comissão especial no sábado para discutir parecer.

O relator da comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), confirmou nesta terça-feira (5) que irá apresentar seu parecer na sessão do colegiado marcada para a tarde desta quarta-feira. Ele disse que ainda não decidiu se será favorável ou não à abertura do processo e que o seu relatório, com cerca de 80 ou 90 páginas, só deverá estar concluído na noite desta terça.

 


Com a entrega da defesa da presidente na segunda-feira (4), a comissão tem prazo de cinco sessões no plenário para votar o parecer. Como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem garantido por meio de acordo com a oposição o quórum para a realização de sessões todos os dias, o prazo termina na segunda-feira (11).



"Estamos terminando o relatório nesta terça-feira, fazendo o contraditório entre a denúncia e a defesa. São quase 6 mil páginas de denúncia e quase 200 páginas de defesa apresentadas pela presidente Dilma. Ouvi com muita atenção toda a explanação de todos que aqui passaram", afirmou, acrescentando, porém, que irá focar apenas nas duas peças escritas.

 


"Para mim, o que serve são essas duas peças. Fora dessas duas peças, evidentemente, que não posso avançar porque, segundo o rito estabelecido pelo STF [Supremo Tribunal Federal], tenho que seguir o que está na denúncia", disse. Ele negou ainda que, caso o processo seja aberto, que se possa configurá-lo como um golpe contra o governo, conforme acusa a defesa de Dilma.



"Golpe não é. A Constituição prevê [o impeachment], estamos fazendo exatamente como determina a Constituição, que é quem norteia todo o trabalho. Estamos seguindo o rito estabelecido pelo STF e o regimento interno da Casa. Não vejo porque ter nenhuma perspectiva de ter esse tipo de golpe", afirmou.

 


Jovair Arantes já havia anunciado na semana passada que pretendia antecipar a entrega do seu relatório para dar tempo de conceder vistas do processo (mais tempo para os deputados analisarem o caso) no prazo de duas sessões legislativas, o que deve acabar na próxima sexta-feira (8). Ele não havia dado certeza, porém, se a entrega seria na quarta ou na quinta.



Sessão no sábado


Segundo o parlamentar, tão logo acabe o prazo de vistas, as discussões sobre o parecer deverão começar já na tarde de sexta e se estenderão até o sábado. A votação ficará para a segunda-feira (11), prazo final que o regimento estabelece para a votação do parecer.



A estratégia tem como objetivo garantir a palavra a todos os integrantes da comissão, que somam 65 titulares e 65 suplentes, conforme determina o regimento. Em tese, cada parlamentar tem direito a 15 minutos para discursar, mas os líderes partidários iam tentar fechar um acordo para reduzir essse tempo, que poderia passar de 32 horas.



"Queremos que, na sexta, comece a discussão e vá ate o sábado se for o caso. Na segunda, começaríamos a votação", disse Jovair.



Inicialmente, o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), estudava deixar tanto a discussão quanto a votação do parecer para segunda, com a possibilidade de dar início à sessão de madrugada. No entanto, de acordo com Jovair, o mais provável é que somente a votação fique para segunda.


 

 

 

G1




 

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