Publicada em 04/04/2016 às 14h37.
Detento suspeito de ameaçar juízas pela internet
reso utilizava celular de dentro do presídio. Operação da PF cumpriu vários mandados nesta segunda.

Um detento é suspeito de ameaçar duas juízas federais, apontou a Polícia Federal durante a operação Égide de Athena, na manhã desta segunda-feira (4). Izak Francisco dos Santos cumpre atualmente pena no Presídio Aníbal Bruno. De acordo com a PF, o esquema era organizado através das redes sociais e as mensagens enviadas de dentro do Completo Prisional do Curado. O suspeito será encaminhado para um presídio federal de segurança máxima, possivelmente Catanduva.

 


A operação da PF cumpriu oito mandados de condução coercitiva para parentes do detento, dono de provedores de internet e um advogado em Abreu e Lima, Rosarinho, Boa Viagem e Olinda; cinco mandados de busca e apreensão no Presídio Aníbal Bruno, Abreu e Lima e Rosarinho; além de um mandado de prisão preventiva para Izak. Cerca de 30 policiais federais e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) participaram da ação.

 


A investigação da Polícia Federal começou há menos de um ano, quando um perfil suspeito no Facebook postou diversas mensagens ameaçando e intimidando duas juízas federais. Após quebra de sigilo da conta, a PF conseguiu identificar os endereços e, conforme a operadora telefônica, os acessos aconteceram a partir do telefone em nome de Izak. Com isso, a polícia verificou também que a comunicação era feita de dentro do presídio.

 


A Polícia Federal conseguiu ainda apreender quatro telefones celulares na cela do detento, durante uma busca no presídio. Após perícia técnica, foi comprovado que Izak tinha utilizado os aparelhos para ameaçar as juízas. A PF comprovou ainda que o suspeito utilizou o mesmo e-mail para solicitar informações sobre compra de um revólver 357 e o valor da entrega da arma no Recife.

 


Os suspeitos, se a Polícia Federal confirmar a participação no caso, podem pegar até quatro anos de prisão. Um dos motivos das ameaças seria por vingança. Segundo a PF, Izak foi condenado duas vezes por uma das juízas, que passou a receber ameaças de morte. O suspeito foi preso em setembro de 2013, durante operação Fake-Work e recebeu uma sentença de 25 anos e quatro meses por participar num esquema de desvio de dinheiro. Após ser solto, foi autuado em fevereiro de 2014 por sacar benefícios de terceiros.

 

 

 

 

 

Folha PE

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