Publicada em 03/04/2016 às 20h01.
Pai Catendense é esperança para salvar vida de bebê com doença rara
Diagnóstico veio aos 4 meses de vida, em Catende, Mata Sul de Pernambuco.

Vitória Morais tem um 1 ano e 2 meses e a possibilidade de ter uma vida igual a das outras crianças, da mesma idade, parece estar próxima. Ela foi diagnostica com imunodeficiência combinada grave - doença rara que faz com que organismo fique sem defesa e, por isso, com grandes chances de adoecer - quando ela tinha apenas 4 meses de vida.Agora, o pai dela pode ser compatível para a doação de medula óssea, necessária para que ela seja curada.

 

 

Eduardo Gomes foi submetido a exames em um hospital de São Paulo e, na segunda-feira (4), viaja para o Sudeste para saber se vai poder ou não realizar o procedimento. "Tem uma possibilidade de eu ser o doador dela, com 50% de compatibilidade. Aí eu fiz exames, ela fez exames e vão sair os resultados agora, dia 4. Então, dependendo desse resultado, se eu suprir o que ela precisa e eu tiver bem de saúde, aí eu posso ser o doador dela ou qualquer outra pessoa no Brasil ou no mundo, porque o cadastro é mundial", explica.


A torcida para que tudo dê certo é grande! "A gente tá esperançoso, para quando chegar lá em São Paulo dê tudo certo, e que a gente possa ter a filha da gente boa, para a gente ter uma vida normal. Eu voltar a trabalhar, a gente poder ir numa praia com ela, poder ir num parque com ela. A gente não teve isso. A gente não pôde desfrutar dessa situação", desabafou o pai de Vitória.


Diagnóstico


Os familiares dela vivem uma verdadeira batalha desde que a doença foi descoberta. Os médicos disseram que a menina só teria dois anos de vida, caso não receba a doação. “Muito sofrimento. O sonho da minha vida era ter uma menina e Deus me deu. Então, vieram muitas tribulações com esse problema dela. A gente sofreu muito em hospital e, graças a Deus, agora a gente tem essa oportunidade, que ela pode ficar curada, aí é muita emoção. O maior medo da minha vida é de perder ela, mas eu sei que Deus não vai deixar isso acontecer”, acredita a mãe da garota, Valéria Morais.


Ao ser diagnosticada, Vitória Morais passou 53 dias internada e, hoje, toma quatro tipos de medicamento para controlar o problema de saúde. Para ficar curada, ela precisar passar pelo transplante de medula óssea - tecido líquido que ocupa o interior dos ossos dos seres humanos, conhecido popularmente como tutano. O procedimento vai fazer com que as células doentes da menina sejam substituídas por outras saudáveis, para que a medula volte a produzir componentes do sangue.


Doações


A família da menina fez uma campanha junto com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) no município onde mora - Catende, na Mata Sul do estado - e colheu 422 doações no início de 2016, mas o compatível ainda não foi encontrado.

 

 

 

 

G1

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