Publicada em 02/04/2016 às 10h50.
Empresa britânica que criou cédula brasileira quer criar passaporte digital
Fabricante britânica de passaportes, pode ter encontrado uma nova solução para uma das coisas mais irritantes (e ultrapassadas).

A De La Rue, fabricante britânica de passaportes, pode ter encontrado uma nova solução para uma das coisas mais irritantes (e ultrapassadas) para os viajantes: o passaporte de papel. A empresa quer levar os passaportes de todos os passageiros para dentro de seus smartphones.

 

 

Martin Sutherland, chefe-executivo da De La Rue, explica que a empresa começou a trabalhar em uma tecnologia que é capaz de armazenar de forma segura os dados de passaportes em dispositivos móveis, tornando o atual modelo obsoleto. A novidade permitiria aos viajantes passar pelo controle de imigração dos aeroportos sem portar nenhum documento físico. Se a tecnologia se tornar realidade, os passaportes digitais poderiam funcionar como uma espécie de cartões de embarque móveis. 

 

 

"A tecnologia está na vanguarda dos negócios da De La Rue, e como seria de se esperar, estamos sempre à procura de inovações e soluções tecnológicas para nossos clientes ao redor do mundo", disse um porta voz da fabricante. "O passaporte sem papel é uma das muitas iniciativas em que estamos trabalhando, mas no momento o conceito está nos primeiros estágios de desenvolvimento". A De La Rue é conhecido por fabricar diversos produtos além dos passaportes.

 

 

A empresa também vende papel de alta segurança e tecnologias de impressão para mais de 150 moedas nacionais. Para o Brasil, ela fabricou a segunda estampa das cédulas de cruzeiro antigo, entre 1950 e 1967, e de cruzeiro novo, entre 1967 e 1970. Ainda não está claro como os dados pessoais das pessoas, que estão atualmente armazenados no chip eletrônico do passaporte, seriam transferidos para smartphones e mantidos em segurança. É claro que tal novidade precisaria ser aprovada pelos governos antes que pudessem ser utilizadas a nível internacional.

 

 

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que alguém tenta descartar o passaporte convencional. No ano passado, a Ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, sugeriu a criação de um sistema de identificação na nuvem que permitiria aos residentes no país deixarem o passaporte em casa quando, por exemplo, estiverem viajando para países que não exigem visto de entrada para australianos.

 

 

Veja mais detalhes sobre a iniciativa do governo australiano:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Canaltech



 

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