Com a proximidade dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o tema doping vem ganhando espaço na cobertura dos principais veículos de comunicação espalhados pelo mundo. Neste contexto, o esporte que tem concentrado maior número de escândalos é o atletismo.
Para se ter uma ideia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) já desclassificou por doping 38 dos 2.231 atletas que disputaram alguma prova da modalidade em Londres 2012.
Ao analisar todo o programa de competições do atletismo na última edição dos Jogos, a prova que mais chama atenção é a dos 1.500m feminino. Das 13 finalistas, seis já foram punidas ou estão sendo investigadas pelo uso de substâncias proibidas. Coincidência ou não, todas elas terminaram entre as nove mais bem colocadas.
Vencedora da prova, a turca Asli Cakir Alptekin acabou perdendo a medalha de ouro após testar positivo em exame antidoping e foi suspensa por oito anos. Já sua compatriota e segunda colocada, Gamze Bulut, está sendo investigada. Com isso, a vitória pode acabar nas mãos da barenita Maryam Jamal, inicialmente medalhista de bronze.
Fora do pódio, a história não é muito diferente. Quarto lugar, a russa Tatyana Tomasheva voltara às competições em 2011, após cumprir punição. A quinta colocada, a etíope Abeba Aregawi, foi suspensa provisoriamente neste mês de março e agora aguarda julgamento. Por fim, a bielorrussa Natallia Kareiva, sétima, e a russa Ekaterina Kostetskaya, nona, foram desclassificadas por doping.
São tantas punições que, a partir de agora, até a oitava colocada da prova, a eslovaca Lucia Klocova, tem direito de sonhar com uma medalha olímpica. Dependendo das decisões dos órgãos responsáveis, ela pode acabar com a medalha de bronze.
FONTE: SPORTV