Publicada em 20/03/2016 às 13h22.
Principais montadoras do planeta terão carros que freiam sozinhos até 2022
Acordo do governo dos EUA com 20 fabricantes prevê que maior parte dos modelos novos no país venha com o sistema de frenagem automática.

Vinte das principais fabricantes de veículos do mundo, incluindo a General Motors, a Toyota e a Volkswagen, fecharam um acordo com o governo dos Estados Unidos para que, até 1.º de setembro de 2022, a maioria dos modelos vendidos país possua o sistema de frenagem automática.


A tecnologia, chamada AEB (sigla inglesa para Frenagem Automática de Emergência), possibilita que o automóvel antecipe a reação do motorista, reduzindo a velocidade ou parando, quando detectar uma colisão iminente. Também minimiza a gravidade do impacto quando a colisão for inevitável.


O sistema usado hoje em dia por algumas montadoras, como Volvo e Mercedes-Benz, atua num determinado limite de velocidade, geralmente abaixo dos 60 km/h.

 

O AEB dispõe de sensores como radar, câmeras e laser que determinam a distância e a velocidade do veículo à frente. É uma combinação semelhante a usada nos carros autônomos para a leitura do trânsito e das vias. Além de alertar o motorista de um perigo iminente, ele também ativa os freios se o motorista não reagir com rapidez.

 

VIDEO: Confira os testes com carros que possuem o sistema de detecção de pedestres

 

A frenagem automática é mais um recurso de segurança a compor a lista de equipamentos obrigatórios nos EUA, que inclui cinto de segurança, airbags e câmera de ré.

 

Atualmente, a tecnologia é oferecida como item opcional em diversos modelos no mercado norte-americano. No Brasil, ele está presente em carros da Audi, Volvo, Mercedes-Benz, BMW e Ford.

 

Conforme um estudo divulgado pelo Insurance Institute for Highway Safety Cars (IIHS), organização independente financiada pela indústria de seguros, o AEB nos veículos reduz até 40% das colisões traseiras, comuns no para-e-anda do trânsito.

 

Esse tipo de batida teve 700 mil ocorrências nos EUA em 2013, o que corresponde por 13% do total de acidentes de trânsito naquele país.

 

As marcas que aderiram ao acordo representam, segundo o governo americano, a 99% do mercado do tio Sam. Boa parte das picapes também deverá ter o dispositivo até 2025. “Esta é uma vitória para a segurança viária e para os consumidores”, afirmou Anthony Foxx, ministro de Transporte americano.

 

No fim do ano passado, o Euro NCAP, outra organização independente voltada à segurança no trânsito, anunciou que incluiria em seus testes os sistemas que podem evitar a colisão a pedestres.



 

 

 

GAZETA DO POVO

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