O uso de três mulheres no comando da aeronave no voo entre o minúsculo Estado asiático localizado na ilha de Bornéu, e Jedá, uma das maiores cidades sauditas, fez parte das celebração anual da independência de Brunei do Reino Unido, em 1984. E a comandante do voo BI 081, a capitã Sharifah Czarena Surainy, é ainda mais pioneira do que se imagina: em 2013, ela se tornou a primeira mulher no posto em uma companhia do Sudeste Asiático.
"As pessoas normalmente veem o mundo dos pilotos como dominado pelos homens. Mas estamos mostrando às novas gerações de meninas que elas podem realizar seus sonhos", disse a capitã ao jornal Brunei Times, em 2012.

A empresa asiática tem estimulado a participação feminina
A Royal Brunei Airlines tem como missão aumentar a participação feminina em sua força de trabalho, inclusive oferecendo vagas em seus programas de engenharia aeroespacial. O país, que tem o Islã como religião oficial, fica próximo à Malásia e, embora seja considerado desenvolvido em padrões econômicos, não é uma democracia. Conta com um sultão e a última eleição parlamentar foi realizada em 1962.

O sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, é um dos homens mais ricos do mundo
A Arábia Saudita é o único país do mundo que impede mulheres de dirigir. Embora não exista uma proibição legal, o sistema se encarrega da discriminação: apenas homens recebem carteira de motorista e mulheres que dirigem correm o risco de ser multadas e presas. Nos últimos anos, mulheres sauditas fizeram uma série de manifestações - inclusive com o uso de mídias sociais - pedindo o fim das restrições.
FONTE: BBC.