Publicada em 16/03/2016 às 08h32.
Familiares e amigos homenageiam Naná em missa de sétimo
Celebração começou com canto de origem africana entoado pelo grupo Voz Nagô.

A missa de sétimo dia de Naná Vasconcelos ocorreu nesta terça-feira (15) na Igreja Madre de Deus, no bairro do Recife, Área Central da cidade. Familiares e amigos prestaram mais uma homenagem ao músico, que morreu no dia 9 deste mês em decorrência de complicações causadas por um câncer de pulmão.

 

Apesar de ser um rito católico, a missa congregou também religiões de matriz africana, já que Naná era considerado um grande mestre de maracatu. Ao invés de músicas católicas, a celebração teve maioria de cantos e louvações de origem africana - entoados pelo grupo Voz Nagô, que acompanhava o músico.


Durante a homilia, frei Rinaldo, pároco da Madre de Deus, exaltou a beleza da arte que Naná representava. "Dostoiévski dizia que 'a beleza salvará o mundo'. E quem salvará o mundo com a beleza senão os artistas? O que seria do mundo sem a arte", indagou o celebrante.


A esposa do músico, Patrícia Vasconcelos, e a filha, Luz Morena, participaram da celebração na primeira fila. Patrícia disse que, durante a semana após a morte do marido, recebeu muitas demonstrações de carinho. "Estou me sentindo muito abraçada. As sementes que ele deixou estão frutificando. É isso que ele queria. A música dele está muito viva em nós", disse, emocionada.


Já o produtor André Brasileiro classificou Naná como "uma expressão máxima da cultura pernambucana e nacional". "Ele representava um Brasil que o Brasil sempre vai precisar conhecer. Naná tem também uma grande influência para a música mundial. O Brasil precisa valorizar esta cultura, essa música que nossos brasileiros estão preocupados em fazer e resgatar", disse.


Doença

Naná Vasconcelos descobriu o câncer no pulmão em agosto de 2015, já em estado avançado. Apesar de ser internado algumas vezes, ele seguia com a agenda de shows e produção de músicas.


O músico deu entrada no hospital Unimed Recife, na Ilha do Leite, no dia 29 de fevereiro, depois de sofrer um mal-estar após um show em Salvador, no dia 27 do mesmo mês. Permaneceu internado por 20 dias até morrer, na última quarta-feira (9).


FONTE: FOLHAPE

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