O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi levado na sexta-feira (4) pela Polícia Federal para prestar depoimento por fraude na Petrobras, afirmou que não deve nada a ninguém e não teme a justiça. "Se queriam me ouvir, era só me chamar que eu ia, porque não devo e não temo", afirmou, em um pronunciamento na sede do Instituto que leva seu nome, em São Paulo.
Lula classificou as buscas em sua residência por parte da PF e seu traslado coercitivo para depor de "um show midiático" e "um espetáculo de pirotecnia". "Os procuradores acenderam em mim a chama. A luta continua!", afirmou, acrescentando que sentiu-se como um prisioneiro ao ser conduzido coercitivamente.
Visivelmente irritado, o ex presidente disse que o que ocorreu foi um cachoalhão e convidou Rui Falcão a percorrer o Brasil e reiniciar a história do Partido dos Trabalhadores, mesmo sem a certeza de que irá de candidatar nas próximas eleições. "Se quiseram matar a jararaca, bateram na cabeça, não bateram no rabo".
Ele também denunciou a tentativa "criminalizar o Partido dos Trabalhadores". "Hoje, no Brasil, ser amigo do Lula é um crime", se queixou. No centro de São Paulo, dezenas de partidários do ex-presidente agitavam bandeiras do partido e gritavam que "não haverá golpe". "Quem se mete com Lula, se mete comigo", era uma das frases escritas nos cartazes dos manifestantes.
FONTE: Folha PE.