Em tempo de epidemia de dengue, zika e chikungunya, os boatos invadem as redes sociais e são temas de conversas entre a população. Muitas histórias são criadas e geram aflição e mais dúvidas entre as pessoas. Para esclarecer os principais pontos, a Secretária Executiva de Vigilância à Saúde do Recife, Cristiane Penaforte, respondeu alguns questionamentos vindos da rua.
É verdade que o repelente de pitanga afasta os mosquitos?
Cristiane Penaforte – Os repelentes que têm surgidos, como o da pitanga, ainda não possuem estudos que comprovem sua eficácia para que sejam recomendados.
Quem já teve zika, não vai ter mais?
CP – Diferentemente da dengue, que você pode ter até quatro vezes, por que existem quatro sorotipos da doença, até o momento, o que nós temos de conhecimento, é que a pessoa só pega zika uma vez e só pega chikungunya uma vez também.
A doença da zika ou da chikungunya pode ser realmente transmitida pela saliva, relação sexual ou algum tipo de contato com outra pessoa?
CP – Já foi identificado a presença do zika na saliva, no leite materno, na lágrima... enfim! Porém, não foi ainda estabelecido o mecanismo de transmissão desse vírus. O fato dele estar presente não significa que ele é capaz de ser transmitido.
É verdade que a microcefalia foi causada por um lote vencido de vacina contra rubéola?
CP – É um mito que já foi desmistificado pelo Ministério da Saúde.
A larvicida pode provocar a microcefalia?
CP – Isso é mais um mito que está circulando nas redes sociais em relação ao larvicida pyriproxyfen. Recife se quer utiliza esse larvicida. Nós utilizamos um que é biológico, o BTI (Bacillus thuringiensis israelensiso), que é um produto inócuo e que usamos desde 2002 sem nenhum relato de problema até o momento.
O suor e o chulé atrai os mosquitos?
CP – É verdade! A exalação de substâncias pelo nosso organismo, pelo corpo, acaba sendo atrativa para o mosquito.
Quanto tempo o vírus da chikungunya fica no nosso corpo?
CP – O período é em média 15 dias, que é a fase aguda da doença.
Uma certeza, pelo menos, todo mundo tem: vencer o Aedes aegypti exige um esforço conjunto e cada vez maior entre governos e população. Os números da Secretaria de Saúde mostram isso: em Pernambuco, 12.815 casos de dengue foram notificados em 2015, com 1.476 confirmações. O Estado tem 2.656 casos suspeitos de chikungunya em 101 municípios e 1.990 casos de zika. Ao todo, 1.546 bebês nasceram com microcefalia.
FONTE: TV JORNAL