Publicada em 18/09/2025 às 12h52.
49 obstetras do Imip entregam carta de demissão coletiva, diz Simepe
A categoria já havia sinalizado a insatisfação em julho, quando assinou uma carta de intenção de desligamento

Foto: Divulgação. 


 Quarenta e nove médicos obstetras do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) oficializaram, nesta quinta-feira (18), a entrega coletiva de cartas de demissão após meses de tentativas frustradas de negociação, segundo o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).

 

A categoria já havia sinalizado a insatisfação em julho, quando assinou uma carta de intenção de desligamento, apontando problemas como sobrecarga de trabalho, baixa remuneração, falta de valorização profissional e dificuldades estruturais. Mesmo após reuniões, não houve avanço nas reivindicações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.


Os profissionais cumprirão o prazo legal de 30 dias de aviso prévio. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) reafirmou apoio à categoria e afirmou estar aberto a negociações.

 

A equipe de reportagem do Diario de Pernambuco, entrou em contato com o IMIP, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

 

Como fica a situação do Imip

 

Segundo o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE), esse número representa um total de 75,3% dos obstetras do quadro médico do Imip.

 

Caso a saída seja de fato efetivada após o prazo legal de 30 dias do aviso prévio, o Imip contará com apenas 16 obstetras, já que, segundo o SIMEPE, o hospital tem atualmente um total de 65 obstetras, sendo 62 ativos e 3 afastados.

 

Relembre o caso:

 

O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, enfrenta desde 2024 uma crise envolvendo médicos obstetras. Em novembro do ano passado, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) iniciou uma série de assembleias extraordinárias com a categoria, além de reuniões com a gestão da unidade, para tratar da sobrecarga de trabalho, das dificuldades estruturais, da baixa remuneração e da necessidade de redimensionamento das equipes. Sem avanços nas negociações, 48 profissionais entregaram cartas de intenção de pedido de demissão, alegando falta de valorização e condições adequadas de trabalho.

 

A situação também chamou atenção de outros órgãos. Em julho deste ano, uma fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) apontou superlotação e déficit de profissionais em setores como triagem obstétrica, pré-parto e enfermaria. Foram identificados espaços com número de pacientes bem acima da capacidade de leitos, além de relatos de demora no atendimento.

 

Os profissionais cumprirão o prazo legal de 30 dias de aviso prévio. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) reafirmou apoio à categoria e afirmou estar aberto a negociações.

 

A equipe de reportagem do Diário de Pernambuco, entrou em contato com o IMIP, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

  

O Simepe notificou o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), solicitando intervenção imediata para garantir segurança assistencial e condições dignas de trabalho no hospital.


A matéria está em atualização



FONTE: DIARIO DE PERNAMBUCO.




         

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