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O Governo do Brasil
apresentou o resumo executivo da etapa de pesquisa do projeto “Diagnóstico da
Violência Sexual Online – Crianças e Adolescentes”. A iniciativa tem o objetivo
de avaliar a atuação do Brasil no enfrentamento da violência sexual em
ambientes digitais, envolvendo sociedade civil, União, estados, municípios e
Distrito Federal. Outra prioridade é promover ações de engajamento e capacitação
de organizações governamentais e não-governamentais nessa pauta.
O estudo busca contribuir
para o fortalecimento de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas à
proteção integral de crianças e adolescentes na internet. O diagnóstico mostra
que, apesar dos avanços no marco legal e nas ações de prevenção, o Brasil ainda
enfrenta graves desafios para proteger esse público no ambiente digital. De
acordo com o documento, a violência sexual online apresenta características
próprias que exigem novos marcos regulatórios, respostas tecnológicas e
estratégias de acolhimento específicas.
Entre os avanços mapeados, o
levantamento destaca o papel da sociedade civil na prevenção e mobilização
social. Ressalta, porém, que em todos os setores é necessária atuação mais
colaborativa.
A análise identificou
lacunas sobre a violência sexual a partir de seis domínios:
Políticas públicas e
governança: com foco em proteção, reparação e/ou intervenção frente à violência
sexual online.
Justiça criminal: reúne
experiências voltadas ao sistema de justiça, incluindo acolhimento de
denúncias, investigações, responsabilização de autores e apoio às vítimas e
suas famílias.
Priorização da vítima: com
foco em ações centradas no cuidado e proteção de crianças e adolescentes
vítimas, bem como de seus familiares.
Responsabilidade da
sociedade: inclui experiências promovidas por organizações da sociedade civil
que contribuem para o enfrentamento da violência sexual online.
Responsabilidade do mundo corporativo:
práticas desenvolvidas por empresas e instituições do setor privado no âmbito
da responsabilidade social empresarial.
Atuação da mídia e
comunicação: estratégias midiáticas e comunicacionais comprometidas com a ética
e os direitos da infância e adolescência.
PARCERIAS
O projeto é coordenado pelo
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), em parceria com o
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No entanto, a
execução é da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC).
A iniciativa integra o
Projeto PNUD BRA/18/024 – “Fortalecimento da garantia do direito à vida e da
redução da violência contra crianças e adolescentes no Brasil”. A condução,
todavia, foi realizada pelo Observatório da População Infanto-juvenil em
Contextos de Violência da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(OBIJUV/UFRN).
A coordenadora-geral de
Enfrentamento às Violências da SNDCA, Célia Nahas, explicou que o estudo não se
limita a mapear a violência sexual, mas ajuda a ampliar o olhar para outras
violações no ambiente digital. “É preciso compreender que a internet, além de
espaço de oportunidades, também pode ser um território de riscos. Crianças e
adolescentes enfrentam situações de exploração, aliciamento, trabalho infantil
e até incentivo à automutilação”, avaliou.
BANCO DE BOAS PRÁTICAS
Também ocorreu a
apresentação do Banco de Boas Práticas, plataforma que reúne experiências
bem-sucedidas no enfrentamento à violência sexual online, selecionadas com base
em critérios como efetividade, impacto, inovação e alinhamento com tratados
internacionais de direitos humanos. Além disso, o objetivo é compartilhar
conhecimentos e fortalecer ações para proteger crianças e adolescentes nesse
contexto.
Iniciativa conjunta da SNDCA, do PNUD e do OBIJUV/UFRN, a agenda ocorreu em conjunto pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), pela Comissão Inter setorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (CIEVSCA), bem como pelo Comitê Interministerial de Proteção às Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.