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Um estudo realizado no Brasil
com participantes entre 18 e 29 anos demonstrou alta eficácia e preferência
pela PrEP injetável. Entre os participantes, 83% optaram por essa modalidade.
Em outro estudo, com
participantes de 15 a 19 anos, os principais motivos para escolher a PrEP injetável
foram não precisar tomar comprimidos diariamente nem carregar medicamentos.
Entre aqueles que inicialmente optaram pela PrEP oral, 14% migraram para a PrEP
injetável.
Além dessas pesquisas, dois
ensaios clínicos avaliaram a segurança e eficácia do cabotegravir de longa ação
para PrEP em homens HIV-negativos que fazem sexo com homens, mulheres
transgênero e mulheres cisgênero com maior risco de infecção pelo HIV sexual.
Com mais de 7.700
participantes de 13 países, ambos os estudos (duplo-cegos e randomizados) foram
interrompidos precocemente por um Conselho Independente de Monitoramento de
Dados e Segurança (DSMB) porque o cabotegravir de longa ação se mostrou
superior aos comprimidos diários na prevenção da infecção pelo HIV.
Segundo o infectologista
Rodrigo Zilli, diretor médico da GSK/ViiV Healthcare, que produz o medicamento,
o cabotegravir é um marco pioneiro no Brasil.
"Além do mercado privado,
estamos focados em disponibilizar o medicamento no SUS, pois entendemos que
essa inovação representa um avanço importante com potencial para ampliar o
acesso às estratégias de prevenção ao HIV, as quais podem contribuir para a
redução de casos e para a meta da UNAIDS de acabar com a epidemia de HIV/AIDS
até 2030", salienta, em comunicado à imprensa.
A dose do medicamento custa cerca de R$ 4 mil, mas o valor pode variar de acordo com o canal de compra, a região e os serviços de aplicação. O fármaco é distribuído pela Oncoprod e pode ser encontrado em clínicas e farmácias. Além disso, há a opção de entrega direta para pessoas físicas, permitindo que os usuários recebam o fármaco em casa.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.