Publicada em 05/08/2025 às 05h24.
Em decisão sobre prisão domiciliar de Bolsonaro, Moares diz que Justiça é cega, mas não é tola
Frase foi usada para fundamentar prisão domiciliar de Bolsonaro

Foto: Divulgação.    


 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou nesta segunda-feira (4) que a “Justiça é cega, mas não é tola”.

 

A frase foi usada pelo ministro para fundamentar a decisão que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“Conforme tenho afirmado reiteradamente, a Justiça é cega, mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”, afirmou.

 

Moraes destaca descumprimento de medida cautelar


Moraes também reforçou que Bolsonaro descumpriu a medida cautelar que o impedia de usar redes sociais.

 

“A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares – pela segunda vez- deve sofrer as consequências legais”, completou.

 

No mês passado, Moraes determinou diversas medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e restrição ao uso de redes sociais, incluindo perfis de terceiros.

 

Na decisão proferida hoje, o ministro destacou que Flávio Bolsonaro e outros dois filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo, publicaram em suas redes sociais postagens de agradecimento de Bolsonaro aos apoiadores que compareceram aos atos realizados ontem (3). Dessa forma, segundo Moraes, houve descumprimento das restrições determinadas anteriormente.

 

Inquérito de Eduardo Bolsonaro


As medidas cautelares estão no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. O deputado responde pela sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo. Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.

 

Nesse processo, o ex-presidente responde por mandar recursos, via Pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior. Ademais, Bolsonaro é réu na ação penal da trama golpista no Supremo. O julgamento deve ocorrer em setembro.



FONTE: AGÊNCIA BRASIL.




    



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