Publicada em 01/08/2025 às 09h19.
Lula e ministros do STF reforçam "soberania" em jantar; Moraes diz que sanções não mudam sua atuação
Presidente destacou a necessidade de traçar uma "linha intransponível" no que diz respeito à soberania do Brasil.

       Foto: Divulgação. 


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçaram o discurso de soberania nacional em um encontro no Palácio da Alvorada na noite desta quinta-feira. A reunião foi chamada por Lula para prestar solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções pelos Estados Unidos.


Estiveram presentes, além de Moraes, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o decano, Gilmar Mendes, o ministro Flávio Dino e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Também compareceram os ministros Cristiano Zanin e Edson Fachin e os titulares da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.


Ao longo do jantar, o presidente da República destacou, segundo pessoas presentes, a necessidade de traçar uma "linha intransponível" no que diz respeito à soberania do Brasil. Ou seja, as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump estão em negociação pelo Executivo e em parceria com a iniciativa privada, mas os aspectos domésticos e a atuação do Judiciário, não.


De acordo com relatos feitos ao Globo, a tônica do encontro foi de apoio ao Supremo e a Moraes — que, em um momento da reunião, afirmou aos presentes que estava tranquilo e que dará continuidade normalmente ao seu trabalho como juiz. Na descrição de presentes, Moraes estava com postura "inabalável e serena".


O discurso de Lula aos ministros foi focado na importância da soberania nacional. Lula também afirmou que fez o jantar para renovar a solidariedade ao STF e ao ministro Alexandre.


Os relatos dão conta de que o clima do jantar foi ameno e que falaram um pouco sobre tudo, inclusive sobre futebol. Moraes esteve na véspera na Neo Química Arena, em São Paulo, onde assistiu à vitória do Corinthians sobre o Palmeiras.


As medidas contra o ministro do STF foram tomadas com base na Lei Magnitsky, norma americana concebida originalmente para aplicar restrições para quem é considerado violador de direitos humanos.



FONTE: FOLHA PE.




              

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