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O Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) de 2025 registrou 4.811.338 inscritos confirmados em todo o
país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da
Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep).
Segundo o ministro da
Educação, Camilo Santana, o número representa um crescimento de 38% em relação
a 2022 e de 11,22% em comparação com 2024, marcando uma das maiores adesões dos
últimos anos.
Entre os destaques desta
edição, está a alta participação de estudantes da rede pública: 72,6% dos
concluintes do ensino médio tiveram a inscrição confirmada após o envio
automático dos dados pelas redes estaduais. Dos mais de 1,9 milhão de alunos
pré-inscritos, 1.390.815 confirmaram a participação.
Número de inscrições
O estado de São Paulo segue
liderando em volume de inscritos, com 751.648 candidatos confirmados. Minas Gerais
(464.994) e Bahia (428.019) completam os três primeiros lugares. Todos os 26
estados e o Distrito Federal registraram crescimento, mostrando abrangência
nacional do exame.
Certificação
Outro ponto a ser destacado é
a retomada do uso do Enem para certificação do ensino médio e declaração de
proficiência. Este recurso, voltado a maiores de 18 anos que buscam concluir
seus estudos, será utilizado por 98.558 participantes nesta edição.
As provas do Enem 2025 serão
aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro, em todas as unidades da Federação. No
entanto, nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua e Marituba, as datas
foram remarcadas para 30 de novembro e 7 de dezembro. A alteração foi feita em
razão da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém no mesmo período da aplicação regular
do exame.
Acesso à universidade
O Enem permanece como principal via de acesso às universidades públicas brasileiras, por meio do Sistema de Seleção Unificada ( Sisu), do Programa Universidade para Todos ( Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil ( Fies). Também é utilizado por instituições privadas como critério de seleção e, internacionalmente, por diversas universidades em Portugal conveniadas com o Inep.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.