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O papa Leão XIV condenou neste
domingo (20) a "barbárie" da guerra em Gaza e pediu o fim do
"uso indiscriminado da força", poucos dias após um ataque israelense
mortal a uma igreja católica no território.
"Mais uma vez, peço o fim
imediato da barbárie da guerra e uma solução pacífica do conflito", disse
o pontífice ao final da oração do Angelus.
"Infelizmente, este ato
se soma aos contínuos ataques militares a civis e locais de culto em
Gaza", destacou.
O ataque do Exército
israelense à única igreja católica na Faixa de Gaza, na quinta-feira, deixou
três mortos e vários feridos, incluindo o padre argentino Gabriel Romanelli.
Desde o início da guerra, em
outubro de 2023, membros da comunidade católica buscaram refúgio na igreja,
assim como cristãos ortodoxos.
Durante seu sermão, Leão XIV
apelou à comunidade internacional para que "respeite o direito humanitário
e a obrigação de proteger os civis", assim como a "proibição de
punições coletivas, o uso indiscriminado da força e o deslocamento forçado de
populações".
Um dia após o ataque, o papa
recebeu um telefonema do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, a
quem "reafirmou a necessidade urgente de proteger os locais de culto e,
acima de tudo, os fiéis e todas as pessoas na Palestina e em Israel",
segundo um comunicado do Vaticano.
No mesmo dia, Netanyahu disse que "lamentava profundamente" o ataque e reconheceu o "erro", anunciando que Israel conduziria uma "investigação sobre este incidente".
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.