Publicada em 20/07/2025 às 10h43.
Quatro estados concentram 76% das dívidas com a União
Os mais quebrados devem quase R$ 1 trilhão para o Governo Federal

Foto: Divulgação.      


 Os 26 estados e o Distrito Federal mantêm uma dívida ativa com a União Federal que ultrapassou R$ 1 trilhão em 2024, segundo dados do Portal de Transparência obtidos pelo Portal iG. Porém, apenas quatro estados concentram 76,49% de toda esta dívida: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

A alta taxa de juros e de correção monetária, além da inadimplência e da realização de novos empréstimos, são os principais responsáveis pelo alto valor, segundo o Sindicato dos Servidores da Tributação, Fiscalização e Arrecadação do Estado de Minas Gerais (Sinfazfisco-MG).

 

De acordo com o Tesouro Nacional, que controla e gere a dívida pública da União, o montante total dessas dívidas soma R$ 1,19 trilhão, dos quais R$ 910,8 bilhões pertencem a esses quatro estados.

 

Aumento das dívidas

 

Nos últimos anos, a dívida dos estados aumentou bastante. Durante a pandemia, a arrecadação de impostos caiu, principalmente do ICMS, que é a principal fonte de receita estadual, ao mesmo tempo em que os gastos com saúde cresceram.

 

Segundo a economista Denize Batizelli, pós-graduada em Gestão Pública pela FGV e com mais de 15 anos de atuação no mercado, em entrevista ao Portal iG, as despesas obrigatórias como folha de pagamento e previdência continuaram pressionando os orçamentos mesmo após a recuperação econômica.

 

"Um outro fator relevante que pode ter contribuído para o aumento da dívida, em alguns casos, é a má gestão dos recursos públicos e a falta de planejamento de longo prazo”, explica a especialista.

 

No recorte entre 2017 e 2024, MG, RJ, e RS apresentaram aumento das dívidas acima dos 50%. São Paulo, apesar de ter um crescimento consideravelmente menor no que deve à União, é o estado com maior déficit: cerca de R$ 372 bi.

 

No período, a dívida de Minas Gerais saltou de R$ 108,9 bilhões para R$ 191,7 bilhões, um aumento de 75,92%. O Rio de Janeiro foi de R$ 137,1 bilhões para R$ 217,9 bilhões (alta de 58,91%) e o Rio Grande do Sul passou de R$ 76,7 bilhões para R$ 128,9 bilhões (crescimento de 68,16%). São Paulo teve aumento de 26,27%, saindo de R$ 294 bilhões para R$ 372,2 bilhões.



FONTE: AGÊNCIA BRASIL.





      



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