Publicada em 28/04/2016 às 10h58.
Celulares terão 'botão do pânico' na Índia para proteger mulheres
A partir de 2017, celulares simples e smartphones deverão ter recurso.

Os celulares vendidos na Índia deverão ter, a partir de 2017, um "botão do pânico" para avisar sobre situações de perigo, informou o governo. O objetivo é prevenir agressões sexuais em um país com muitos problemas de violência contra a mulher.


"Pressionando o botão, a polícia, os familiares e os amigos designados serão alertados. Com isso, será possível dar uma resposta imediata a assuntos relacionados a casos de perigo", explicou o ministro das Comunicações indiano, Ravi Shankar Prasad, no Twitter.


O ministro ressaltou que o principal objetivo é "ajudar as mulheres em perigo com o poder da tecnologia". Os celulares deverão, além disso, contar em 2018 com um sistema de GPS para sua localização "em caso de assédio ou perigo", destacou Prasad.


A ministra indiana da Mulher, Maneka Gandhi, qualificou de "passo histórico para a segurança" a legislação aprovada pelo Departamento de Telecomunicações, que estabelece que os novos celulares deverão incluir o "botão do pânico" a partir de 1º de janeiro de 2017 e os antigos terão que instalá-lo.


O botão será correspondente às teclas 5 e 9 em qualquer aparelho. Nos smartphones, será configurado no botão de liga e desliga, para que envie o aviso quando for tocado três vezes seguidas.


"O objetivo é fornecer uma rede de segurança a milhões de mulheres que encaram situações de perigo em sua vida diária", afirmou Gandhi, já que espera que o botão de alerta atue "como dissuasório para os delinquentes".


Gandhi indicou que a nova legislação faz parte da política do governo de Narendra Modi para combater a violência contra a mulher no país, onde as denúncias por agressões só aumentam, embora em boa medida pela maior conscientização social.


Segundo a Agência Nacional de Registro de Crimes da Índia (NCRB, na sigla em inglês), em 2014, as denúncias de agressões contra mulheres cresceram 18% e os estupros subiram 31%.


O caso ocorrido em dezembro de 2012, quando uma jovem foi estuprada em grupo em um ônibus em andamento na capital indiana e morreu dias depois pelos ferimentos, desencadeou uma onda de indignação em todo o país que levou a endurecer as penas contra os agressores e a melhorar as medidas de proteção à mulher.

 

 

 

G1

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