Depois de pressão nas redes sociais e da declaração do ministro das Comunicações, André Figueiredo, defendendo a coexistência de planos de franquia limitada e ilimitada e solicitando que as operadoras garantam que os usuários de banda larga fixa não serão prejudicados, a Vivo decidiu se pronunciar sobre a polêmica.
Apesar de ter sido noticiado pelo O Estado de S. Paulo que a operadora ofereceria os dois tipos de plano, a operadora informou que “está avaliando a medida divulgada pela Anatel e esclarece que não vem aplicando a franquia de dados para nenhum cliente”.
A operadora informou, também, em nota, que “como determina o regulamento da Anatel, antes de aplicar as franquias para os novos contratos (os antigos continuam em vigor, com acesso ilimitado à internet), o cliente terá à disposição ferramentas para medir seu consumo mensal”.
Prometeu ainda uma campanha de esclarecimento sobre o assunto.
A Oi informou que “atualmente não pratica redução de velocidade ou interrupção da navegação após o fim da franquia de dados”, e que seu serviço de banda larga “possui limite de consumo de dados mensal, proporcional à velocidade contratada, informado no regulamento da oferta”. A Folha não conseguiu contato com a Claro.
Na internet, o barulho é grande. Com apoio de mais de 20 mil pessoas no Portal e-Cidadania, do Senado, foi criada uma Sugestão Legislativa que quer proibir o corte de acesso. A contribuição será avaliada na comissão de Direitos Humanos. Há também ações nesse sentido na Câmara dos Deputados. Até a Ordem dos Advogados do Brasil entrou na discussão.
FolhadePe