Publicada em 19/04/2016 às 09h44.
Após assembleia, policiais civis deflagram greve em Alagoas
Com pauta extensa de reivindicações, servidores cobram remuneração de 60% do piso de delegado, além de PCC e melhores condições de trabalho.

Os policiais civis de Alagoas deflagraram greve por tempo indeterminado, em assembleia geral realizada na tarde desta segunda-feira, no auditório do Sindicato dos Urbanitários, em Maceió. A pauta de reivindicações é extensa, incluindo a remuneração de 60% do piso do delegado, além da revisão do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) e melhores condições de trabalho. 


Após a assembleia, os policiais civis saíram em caminhada pelas ruas do Centro. E já a partir desta segunda, eles farão apenas os flagrantes, nas centrais de flagrantes de Maceió e Arapiraca, além de nas delegacias regionais espalhadas pelo interior. Também nesta segunda, uma comissão de servidores participa de reunião do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), no Museu Palácio Floriano Peixoto, expondo as exigências da categoria.


De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, os servidores já haviam adiado a decisão pela greve para tentar um acordo, sem sucesso, com o governo estadual. Segundo ele, o Executivo até abriu um canal de negociação com os policiais, mas a proposta apresentada não os satisfez.

 

 

Servidores levantam o braço para sinalizar que apoiam em greve

 

 

Semana passada, os policiais chegaram a realizar ato público no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Mangabeiras, de modo a chamar a atenção das autoridades e sociedade em geral, assinalando com a possibilidade de greve e denunciando a precariedade com a qual os servidores e presos estariam a conviver em delegacias da capital e interior, onde, muitas vezes, o policial acaba exercendo a função de carcereiro, além das situações de superlotação nas unidades de detenção provisória da capital.


"A gente priorizou alguns pontos, mas nada avançou. Mesmo com a crise econômica nacional, o governo tem condições de atender nossas reivindicações. Temos de considerar as reformas fiscal e previdenciária, além do aumento de impostos, dando margem para nova arrecadação. Ou seja, há condições de se honrar com o aumento salarial que tanto buscamos", disse Josimar. 

 

 

Policiais distribuem faixas e cartazes no Palácio República dos Palmares 

 

A pauta de reivindicações contempla 23 itens. Um deles diz respeito à remuneração de 60% do piso de um delegado de polícia, cujo salário inicial é R$ 14 mil. Os policiais também cobram reajuste no vale-alimentação e a construção do prédio da Academia de Polícia Civil de Alagoas (Apocal). 


"Pedimos a compreensão da população. Em relação à pauta do delegado, o percentual é justo e necessário", emendou Josimar Melo, destacando o fato de o agente de Segurança Pública "arriscar a sua própria vida ao sair de casa para trabalhar". 


G1

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