Publicada em 19/04/2016 às 08h43.
Equipe da Unicef se reúne com mães de bebês com microcefalia
Objetivo do encontro é criar método mais humanizado de apoio e acolhimento. Profissionais de saúde devem receber capacitação para a nova metodologia.

Representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) se reúnem no Recife, até esta terça-feira (19), para ouvir profissionais de saúde e mães de bebês com microcefalia. O encontro Rodas de Diálogos acontece na Fundação Altino Ventura, na Zona Oeste da cidade, e tem como objetivo desenvolver uma nova metodologia de apoio e acolhimento às famílias para que elas recebam um atendimento mais humanizado.

Com o objetivo de mais ouvir do que falar, os representantes da Unicef conversam, reservadamente, com as mães de bebês com microcefalia. A partir das reivindicações e dos problemas que elas relataram, será criada uma metodologia de apoio e de acolhimento. E, para desenvolver esse novo olhar, profissionais da área de saúde deverão passar por uma capacitação.


“A ideia é envolver também nessa capacitação a abordagem do acolhimento, a abordagem psicossocial para ir além do diagnóstico, além do que se chama manejo clínico e olhar aquela família, aquela criança que tem outros direitos e entender a vulnerabilidade de dar esse acolhimento com essa visão”, afirma Cristina Albuquerque, coordenadora da Primeira Infância da Unicef.

Também participam do encontro representantes do Ministério da Saúde, das secretarias estadual e municipal de saúde e dos centros de referência no atendimento aos bebês com microcefalia . Eles encaram o desafio de aprender como atuar junto às famílias dos bebês que nasceram com a malformação do cérebro.
 
“Realmente, há uma necessidade da articulação intersetorial porque são muitas as necessidades: na área da renda, da habitação, da alimentação, do transporte para levar a criança para a assistência. E é importante que essas famílias sejam ouvidas nessas necessidades. Porque nós não podemos estar planejando sem ouvi-las e saber quais são as suas carências”, ressalta Francisca Maria Andrade, pediatra da Unicef.


G1

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