Publicada em 17/04/2016 às 11h34.
No dia da votação, deputados começam a chegar ao Congresso
Parlamentares também têm reuniões nas residências de Dilma e Temer. Câmara decide neste domingo se abre processo de impeachment.

Mesmo com a sessão de votação do parecer pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff marcada para o período da tarde deste domingo (17), deputados federais começaram a chegar ao Congresso antes das 10h. Ao mesmo tempo, parlamentares chegavam ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, Michel Temer, e ao Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente Dilma.

 


Após quase 43 horas de debates, os deputados vão votar se abrem ou não processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A sessão será aberta às 14h, e a previsão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é iniciar a votação às 16h.

 


Na manhã do domingo o plenário está fechado, já que não há sessão aberta. Mas parlamentares circulam nos corredores da Câmara e no Salão Verde, que é a área em frente ao plenário onde os deputados conversam entre si e dão entrevistas para a imprensa. As lideranças dos partidos inclusive organizaram café da manhã e almoço para os deputados, que devem passar o dia no Congresso.

 


“É ansiedade”, explicou o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), ao ser questionado sobre o motivo pelo qual os parlamentares chegaram horas antes ao Congresso. Ele afirmou, ainda, que a expectativa é de “vitória” da oposição.

 


Para o deputado petista Zé Geraldo (PA), por outro lado, o “placar será apertado”. Ele não arriscou um número, mas disse que a diferença de votos será pequena. “Temos parlamentares da oposição que estão tranquilos porque não têm avaliação mais aprofundada”, disse.

Família
A equipe que faz a segurança da Câmara dos Deputados foi orientada a não autorizar a entrada de familiares de deputados no Salão Verde. Segundo policiais legislativos, as famílias devem acompanhar a sessão no Auditório Nereu Ramos, que fica mais afastado do plenário. Para que haja uma exceção, segundo eles, é necessária uma autorização da presidência da Casa.

 


O líder do PSDB, Antonio Imbassahy, levou a esposa, Marcia, e a filha, Manoela, para acompanhar o dia de votação do processo de impeachment. Ele afirmou que conseguiu levá-las ao Salão Verde porque o gabinete dele fica naquela região.

 

 

 

G1

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