Disputar duas competições no primeiro semestre - sendo uma delas a espaçada Copa do Brasil - tem dessas coisas. O Náutico não pode se queixar de pouco tempo para trabalhar. Colocar em número dá uma perspectiva melhor disso: o Timbu teve, contando com a atual, três períodos longos entre jogos. Um de 14 dias, outro de 12 e este de 10. A soma representa mais que a pré-temporada. São 36 dias contra 27 na época antes das competições.
De acordo com a visão do técnico Gilmar Dal Pozzo, a situação gera mais pontos positivos do que negativos. O treinador falou que ter tanta "folga" no calendário é importante para trabalhar aspectos táticos e testar variações.
Há, ainda, outra situação importante. A recuperação de jogadores. Para o duelo contra o Santa Cruz, pelas semifinais do Campeonato Pernambucano, o Náutico tem 10 dias para fazer a readaptação dos atacantes Rafael Ratão e Bergson, além do lateral Walber, que retornam de lesões.
O goleiro Júlio César, inclusive, acredita que o fato de disputar duas competições pode ser uma vantagem do Náutico sobre o Santa Cruz, envolvido nas semifinais da Copa do Nordeste.
- Eu acho que é uma pequena vantagem porque eles vão ter de se concentrar em duas competições e ter força total em duas porque querem ganhar ambas. Enquanto nós estamos focados em um só. A gente pode estudar um adversário só, ver os pontos fortes e fracos de um, e eles têm de fazer isso para dois. Não é uma grande vantagem, mas temos que tentar aproveitar.
Mas o próprio goleiro faz o alerta para o lado negativo da moeda. É o risco de perder o ritmo de competição.
- Não acho bom ficar muito tempo sem jogar, jogador que estar atuando. Quando joga, pega entrosamento, ritmo de jogo. Mas Gilmar Dal Pozzo e a comissão está tentando minimizar isso, marcou um jogo-treino para esta quinta, para manter o ritmo forte.
G1