Além de estrategista, uma das virtudes que um técnico de futebol precisa é a de motivador. Mas de tanto criar situações para deixarem seus ateltas pilhados como eles fazem para se motivar? O comandante do Santa Cruz, Milton Mendes, usa o estudo e a religião para buscar forças e colocar dentro de campo suas ideias da melhor forma possível.
“Procuro ler e me aprofundar em algumas coisas quem façam pensar e abrir um leque de opções”, disse. Essas leituras não versão obrigatoriamente sobre futebol, mas ele procurar usá-las como pano de fundo para seu repertório nos treinamentos e palestras com os jogadores.
Por isso ele usa abordagens diferentes e procura individualizá-las. Usa como exemplo a família, que muitos técnicos e jogadores gostam de colocar como alcunha de seus grupos.
“A mente e a vida de todos é diferente. Se nós pensássemos na linha familiar e alguém não tem família como vou motivar um cara desse? Tenho que buscar outras formas, conversando, tentando conhecer, buscando como entrar no coração de cada um. E o coração é uma linha direta para a mente. Com uns é preciso ser mais duro, com outros mais carinhoso”, diz.
Essas conversas fazem com que as preleções de Milton sejam curtas. Como acredita que o trabalho mais efetivo é feito durante a semana, ele usa o último encontro com o grupo apenas para revisar alguns pontos importantes de posicionamento e um pequeno vídeo. “Minha preleção é de 15 minutos para lembrar os tópicos, algumas palavras de incentivo, um pequeno vídeo e acabou”.
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