Publicada em 23/12/2015 às 09h41.
Por falta de quórum, comissão adia análise de cassação de Cunha
Às 15h, apenas 13 deputados da comissão haviam marcado presença. Era preciso no mínimo 34.

Por falta de quórum em Brasília, a Comissão de Constituição e Justiça cancelou na tarde desta terça-feira (22) a sessão em que votaria recurso para anular a decisão do Conselho de Ética de dar curso ao processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Às 15h, apenas 13 deputados da comissão haviam marcado presença. Era preciso no mínimo 34. Como o Congresso entra em recesso nesta quarta-feira (23), a votação ficará para a volta das férias parlamentares, em fevereiro.


O recurso foi apresentado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), aliado de Cunha. Ele pede a anulação da decisão do Conselho sob o argumento de que o colegiado negou de forma irregular a concessão de vista do relatório favorável ao prosseguimento das investigações.


Outro aliado de Cunha, o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), foi designado relator do recurso na CCJ. Ele já se declarou favorável à tese do presidente da Câmara.


“O Conselho não pode ficar atropelando fases para fazer justiçamento. Afinal de contas isso aqui é uma democracia, não somos uma inquisição”, disse o deputado.


Apesar de esta terça ser a véspera do recesso, Cunha mobilizou aliados para tentar atingir o quórum na CCJ. Além de Marun, marcaram presença, entre outros, o deputado André Moura (PSC-SE), um dos coordenadores da tropa de choque que atua para tentar barrar a cassação do presidente da Câmara.


MESA

Apesar do adiamento, a deliberação do Conselho de dar continuidade ao processo de cassação contra Cunha pode ser anulada antes de fevereiro por decisão de um dos integrantes da Mesa, que é comandada por Cunha.


Isso porque além do recurso que encaminhou à CCJ, Marun também protocolou um recurso na Mesa. Nesse caso, a decisão é monocrática e deve ser tomada pelo vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), também aliado de Cunha.


Com a anulação, o processo iniciado contra o presidente da Casa, que já se alonga por mais de dois meses em sua fase inicial, deve sofrer novos atrasos.


Cunha foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob a acusação de envolvimento no escândalo do petrolão. Ele também é investigado por ter omitido contas milionárias no exterior.


FONTE: FOLHAPE

Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.
TODOS OS COMENTÁRIOS (0)



Login pelo facebook
Postar
 
Curiosidades
Policia
Pernambuco
Fofoca
Política
Esportes
Brasil e Mundo
Tecnologia
 
Nova + © 2026
Desenvolvido por RODRIGOTI