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A governadora Raquel Lyra (PSD), em entrevista concedida à CNN Brasil na manhã desta terça-feira (9), afirmou que, desde a divulgação da última pesquisa de intenções de voto para o governo de Pernambuco realizada pelo Datafolha, tem recebido acusações de corrupção e outros ataques vindos de perfis falsos nas redes sociais. Segundo ela, a publicação do levantamento “aumentou a temperatura” política no estado, a ponto de levá-la a recorrer à Justiça com denúncias contra campanhas difamatórias.
“Pode falar sobre a gestão, mas os ataques pessoais com fake news, mentiras e narrativas falsas são intoleráveis. E isso é para se responder na Justiça. A gente está fazendo um acionamento judicial contra perfis falsos, fake news e aqueles que buscam deturpar a realidade em busca de reocupar o poder. O poder de Pernambuco não tem dono. Quem é dono do poder de Pernambuco é seu povo”, declarou a chefe do Executivo estadual.
A pesquisa Datafolha à qual a governadora se referiu foi divulgada no dia 28 de maio e mostrou a governadora Raquel Lyra com 48% das intenções de voto e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 43% em um cenário de primeiro turno.
Ao ser indagada se o crescimento nas pesquisas estaria relacionado a campanhas de disseminação de informações dos aliados dela contra Campos nas redes sociais, Raquel foi enfática.
“Não me meçam com a sua régua, porque eu tenho sofrido ataques e acredito muito que isso parte de quem acreditava que uma mulher do interior, que foi prefeita, que é governadora, pudesse ter um governo que pudesse fazer entregas para a população”, disse.
Nos últimos meses, têm se tornado frequentes as publicações com imagens geradas por inteligência artificial com críticas ao pré-candidato do PSB. Adversários de Raquel acusam setores ligados ao governo de promoverem essas ações.
Eleição presidencial
A governadora voltou a desconversar sobre um eventual apoio dela à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. E reafirmou que a relação com o petista é “baseada no trabalho e na entrega”.
Raquel
também foi questionada como seria uma relação dela, se reeleita, com um
possível governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato a
presidente. A governadora relembrou, então, a trajetória política dela à frente
da prefeitura de Caruaru, quando fazia oposição ao governo estadual e, mesmo
assim, buscava recursos para o município.
Relembrou também que, na campanha de 2022, prometeu que bateria à porta de
qualquer dos candidatos que fosse eleito presidente. “[Desta vez] não será
diferente se tiver a oportunidade mais uma vez [de governar o estado]”,
afirmou.
FONTE: FOLHA PE.