Publicada em 04/01/2026 às 17h51.
Papa pede superação da violência e respeito à soberania da Venezuela
Na oração do Angelus, Leão 14 expressou preocupação com país e instou respeito ao Estado de Direito

Foto: Divulgação.             


 O Papa Leão 14, durante a oração do Angelus neste domingo (4), manifestou “profunda preocupação” com os desdobramentos da situação na Venezuela após ataque dos Estados Unidos.

 

“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e inspirar a superar a violência e trilhar caminhos de justiça e de paz, garantindo a soberania do país, assegurando o Estado de Direito consagrado na Constituição”, declarou o líder da igreja Católica.

 

O pontífice direcionou sua preocupação, especialmente, aos mais vulneráveis, os quais “já sofrem com a difícil situação econômica há mais de uma década”. O país enfrenta bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.

 

O papa pediu que sejam respeitados os “direitos humanos e civis de cada um e de todos”. Ele destacou ainda a necessidade de que se trabalhe em conjunto na construção de um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia.

 

Ataque estadunidense

Na madrugada de sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, atingindo alvos civis e militares em Caracas e em outras regiões do país. A ação levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

 

O voo que transportava Maduro até os Estados Unidos chegou a Nova York na noite de sábado (3). Segundo o jornal New York Times, o presidente venezuelano está detido na prisão Metropolitan Detention Center, no distrito do Brooklyn.

 

O governo venezuelano, que tem à frente, neste momento, a vice-presidente Delcy Rodríguez, decretou estado de comoção externa e convocou mobilizações em defesa da soberania nacional.

 

Durante coletiva de imprensa na tarde de sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca quer administrar a Venezuela até que seja realizada uma “transição democrática e justa”. Ele celebrou o sequestro de Nicolás Maduro como um “ataque extraordinário” e indicou que o presidente venezuelano e a primeira-dama estão sendo levados para julgamento nos EUA.

 

Trump também deixou claro o interesse direto no controle do petróleo venezuelano, afirmando que o recurso foi “roubado” dos Estados Unidos e que será entregue a uma empresa estadunidense.



FONTE: AGÊNCIA BRASIL.






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