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Imagem meramente ilustrativa / Foto: Divulgação.
Na última segunda-feira (20), o
Brasil ultrapassou os 5 milhões de casos prováveis de dengue, totalizando
5.100.766 registros da doença. O número é três vezes superior ao do ano
passado, quando foram notificados 1.649.144 casos. Dados do Painel de Arboviroses
do Ministério da Saúde também indicam que o país registra 2.827 mortes
decorrentes da dengue, com mais 2.712 óbitos ainda sob investigação.
A taxa de incidência da doença é
de 2.511 casos para cada 100 mil habitantes, valor 8,37 vezes superior ao limite
estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para considerar uma
situação epidêmica, que é de 300 casos por 100 mil habitantes.
No recorte por Estado, Minas
Gerais apresenta o maior número de casos prováveis de dengue (1.431.174),
seguido por São Paulo (1.397.796), Paraná (535.433) e Santa Catarina (288.212).
Por outro lado, Roraima (286), Sergipe (2.868), Rondônia (4.789) e Amapá
(5.557) têm o menor número de casos prováveis.
É importante ressaltar que os
números reportados pelo Ministério da Saúde muitas vezes não refletem
imediatamente a realidade, havendo um intervalo até que estejam totalmente
atualizados. Portanto, é provável que o número atual, reportado às 15h40 de
ontem, seja ainda maior do que o divulgado.
Além disso, vale lembrar que, em janeiro deste ano, a pasta divulgou uma projeção indicando que os casos de dengue em 2024 poderiam chegar a, no máximo, 4.225.885.
Formas de prevenção
A eliminação de criadouros de
mosquitos segue sendo uma das melhores maneiras de evitar a doença. Além disso,
vale apostar em métodos físicos, como uso de roupas claras, mosquiteiros e
repelentes, especialmente aqueles à base de icaridina, DEET e IR3535, que
possuem duração superior em comparação a outros tipos.
Outra medida importante é a
vacinação. Desde julho de 2023, a Qdenga está disponível na rede privada
brasileira e, em dezembro do mesmo ano, foi incorporada ao Sistema Único de
Saúde (SUS). O Brasil tornou-se o primeiro país a disponibilizar essa vacina
gratuitamente no sistema público. Inicialmente, devido à disponibilidade
limitada de doses, apenas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos estão sendo
vacinados.
Vale reforçar que ainda não
existe um tratamento específico para a doença. Mas a hidratação adequada é
capaz de salvar vidas.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.