Publicada em 11/01/2016 às 17h04.
O país da África que se tornou um 'cemitério de eletrônicos'
A cada ano centenas de milhares de toneladas de lixo eletrônico vindos da Europa e da América do Norte encontram neste espaço seu destino final

Em um vasto lixão no oeste da capital de Gana, Acra, pequenas fogueiras queimam pilhas de velhos computadores, telas de TVs e laptops, lançando uma negra e espessa fumaça.



Ao redor delas, catadores recolhem placas-mãe, metais valiosos e fios de cobre, queimando pelo caminho as capas de plástico --e, assim, enchendo o ar de substâncias tóxicas.


Trata-se de um dos maiores "cemitérios de eletrônicos" do mundo, e um dos locais mais poluídos do planeta.



A cada ano centenas de milhares de toneladas de lixo eletrônico vindos da Europa e da América do Norte encontram neste espaço seu destino final, no qual têm seus metais valiosos extirpados em uma forma rudimentar de reciclagem.


Para muitos, é um negócio lucrativo em um país onde perto de um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza.



"É algo instantâneo", diz Sam Sandu, um sucateiro que trabalha no local. "Você trabalha nisso hoje e consegue seu dinheiro no mesmo dia."



Especialistas alertam, porém, que as toxinas do lixão estão lentamente envenenando os trabalhadores locais, ao mesmo tempo em que poluem o solo e atmosfera.



"Mercúrio, chumbo, cádmio, arsênico --estas são as quatro substâncias mais tóxicas [no mundo], e são encontradas em grandes quantidades em lixões de eletrônicos", explica Atiemo Smapson, um pesquisador da Comissão de Energia Atômica de Gana, que conduziu vários estudos sobre a área de Agbogbloshie, usada para o despejo.


 

Fonte: UOL

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