
Foto: Divulgação.
A
decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de interromper a
produção e exigir o recolhimento de produtos da marca Ypê teve origem em um
antecedente registrado pela fabricante no fim de 2025. De acordo com o portal
g1, a agência declarou que a empresa já possuía um “histórico de contaminação
microbiológica” identificado em novembro do ano passado.
Na
ocasião, a fabricante havia promovido um recolhimento voluntário preventivo de
determinados lotes de lava-roupas líquidos após detectar a presença da bactéria
Pseudomonas aeruginosa nos produtos.
A
determinação atual atinge detergentes, sabões líquidos e desinfetantes
produzidos pela unidade da Química Amparo, localizada no município de Amparo,
interior de São Paulo. A restrição vale para todos os lotes cuja numeração
termina em 1.
A
fiscalização ocorreu entre os dias 27 e 30 de abril e contou com uma
força-tarefa envolvendo a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de
São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância
Sanitária de Amparo.
Durante
a inspeção, os agentes concentraram a análise nas linhas de produtos líquidos
fabricadas na planta industrial, incluindo lava-louças, lava-roupas e
desinfetantes.
Conforme
a agência reguladora, foram constatadas falhas relevantes relacionadas às Boas
Práticas de Fabricação. Entre os principais problemas apontados estão
vulnerabilidades nos processos de garantia e controle de qualidade, além de
inconsistências em procedimentos de limpeza, sanitização, validação e
monitoramento microbiológico.
A
bactéria encontrada em 2025 é considerada comum no ambiente e pode estar
presente no solo, na água, no ar e até mesmo na pele de pessoas saudáveis. A
Pseudomonas aeruginosa é descrita pela literatura médica como uma bactéria
oportunista, capaz de causar infecções principalmente em indivíduos com o
sistema imunológico comprometido.
Esse
perfil de risco explica o alerta direcionado especialmente a pessoas
imunossuprimidas, profissionais da saúde e cuidadores.
As infecções causadas pela Pseudomonas aeruginosa podem variar desde quadros leves e localizados até complicações graves com risco de morte.
As informações são do portal g1.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.