
Foto: Divulgação.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu dois homens, incluindo um ex-policial militar, suspeitos de serem integrantes de uma quadrilha ligada aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atuação destacada na Zona Norte do Recife. Os criminosos realizavam a venda de cocaína pela internet, com a participação de motociclistas particulares para fazer o transporte dos entorpecentes. Os desdobramentos da operação "Cartas Negras" foram detalhados em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (26).
Dos quatro mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Criminal da Capital, dois foram cumpridos. Um deles, o relacionado ao ex-policial militar, que estava detido no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, desde 11 de novembro. Ele entrou em confronto com policiais civis quando foi abordado enquanto entregava entorpecentes no bairro do Arruda. Na casa dele, na Tamarineira, a polícia apreendeu relógios, óculos, anabolizantes, computadores, celulares e outros materiais.
O outro homem preso foi apontado pela polícia como entregador. Duas pessoas continuam foragidas, mas as identidades de todos os envolvidos foram preservadas. O delegado Bruno Ugalde, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DPRFV), explicou que as investigações foram iniciadas em junho do ano passado, com a prisão de um dos integrantes da quadrilha. Ele acabou sendo solto posteriormente e estava entre os procurados na operação deflagrada nesta quarta-feira (26).
"Esse indivíduo estava com um carro clonado e roubado. Além desse carro, nós encontramos 50 envelopes pretos com o selo do personagem do filme 'V de Vingança' no interior do veículo, daí o nome da operação ser 'Cartas Negras'. Cada envelope desses, continha uma dose de cocaína", afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, cada unidade, contendo um grama de cocaína, era vendida entre R$ 50 e R$ 70. Pessoas de maior poder aquisitivo de bairros da Zona Norte do Recife, como Espinheiro, Jaqueira, Encruzilhada e Casa Forte, eram o público alvo da organização criminosa.
Inicialmente, a entrega era realizada por motoristas de aplicativo que, com o tempo, passaram a desconfiar e recusar as corridas. Por isso, o grupo contratou motoristas particulares para realizarem as entregas. Todos os investigados vão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
FONTE: CBN RECIFE.