
Foto: Divulgação.
O
policial militar suspeito de estuprar uma mulher de 48 anos em um posto do
Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho,
foi preso preventivamente na noite dessa quarta-feira (15). A ordem de prisão
contra o agente de segurança foi solicitada pela Delegacia de Polícia
Judiciária Militar (DPJM), que conduz as investigações, e emitida pela Justiça
Militar. O agente se apresentou à delegacia de forma voluntária, acompanhado de
seu advogado, na sede da DPJM, no Quartel do Derby, na área central do Recife.
Após
cumprir as formalidades legais, o suspeito será levado ao Centro de Reeducação
da Polícia Militar (CREED), em Abreu e Lima, onde aguardará a decisão da
Justiça. As investigações prosseguem até a finalização do inquérito.
De
acordo com a denunciante, que teve a identidade preservada, o crime aconteceu
nas dependências do Posto Rodoviário 06 – Suape, após ela ter sido parada em
uma blitz por supostas pendências no veículo que dirigia, na noite da última
sexta-feira (10). A mulher teria sido levada para um quarto de descanso dos
agentes, sob o pretexto de formalizar a apreensão do carro. Dentro do cômodo,
foi intimidada, agredida e violentada sexualmente. A ação durou cerca de 20
minutos.
A
vítima foi ouvida na Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, onde
registou a ocorrência; na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social e no
Quartel do Derby, onde precisou realizar o reconhecimento do suspeito através
de fotografias.
Secretário comentou o caso
O
secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, repudiou o crime. “A nossa
prestigiosa Polícia Militar é formada por milhares de homens e mulheres que,
diariamente, se dedicam com coragem à proteção da sociedade. Infelizmente, um
servidor que não honrou a farda cometeu um crime bárbaro e deve ser punido
exemplarmente. É absolutamente inadmissível que uma violência dessa natureza
seja praticada por um agente do Estado, dentro de uma repartição pública”,
declarou o chefe da pasta de segurança pública.
O
comandante-geral da Polícia Militar (PMPE), coronel Ivanildo Torres, destacou
que a seriedade do caso exige cautela e tempo de apuração, para evitar vícios
na investigação.
“Nesses
momentos a gente precisa de agilidade, mas também de muita cautela, porque a
pressa pode se tornar precipitação. Nosso rito está correndo pela DJPM-Mulher,
que é uma delegacia dentro do Quartel do Derby, onde a vítima foi recebida e
foram feitas as oitivas necessárias”, disse.
Representante
da corporação, ele também deu ênfase à fase de materialização do caso, ou seja,
da coleta de provas, que se somem à “importância da denúncia da vítima”. “Esse
trâmite requer tempo para fazermos a coisa bem feita, para que, lá na frente, a
gente não tenha a defesa derrubando o processo ou absolvendo quem deve ser
julgado e condenado”, continuou.
Ivanildo
Torres informou, ainda, que os policiais envolvidos – o acusado de estupro e as
possíveis testemunhas – são agentes antigos da corporação. O coronel ressaltou
que a situação é “pontual”, mas entende que o caso “macula” a instituição.
Torres também revelou que o posto policial que teria sido cenário do crime não
possui sistema interno ou externo de vigilância.
“Em alguns quarteis temos o circuito fechado de TV, mas, especificamente nesse posto, não temos”, informou. Perguntado se a corporação cogita reavaliar a instalação de um sistema de vigilância, o comandante disse: “Podemos reavaliar”.
FONTE: CBN RECIFE.